Sexta-feira, 1 de Julho de 2011

0369 - Fim do "eduquês"?

Acabei de assistir às respostas de Nuno Crato aos deputados no debate do programa de governo na Assembleia da República. Infelizmente não pude ouvir o discurso inicial do ministro.

Como esperava, ouvi o bom senso a falar. Identifico-me, há muito, com as posições de Nuno Crato relativamente ao ensino. Já escrevi e publiquei bastante sobre o assunto e partilho muito do que disse nas suas respostas à demagogia barata com que foi confrontado. Foi com qualidade e convicção, com a humildade que o saber e a confiança sustentam, que Nuno Crato respondeu.

Viu-se claramente que é novo no Parlamento e não vem das “escolas partidárias”. Pareceu quase ingénuo nas respostas, mas isso é apenas porque confrontou o voluntarismo do bem intencionado e capaz, com a manha dos institucionalizados e, frequentemente, medíocres. Viram-se as dificuldades que vai ter. No “seu” ministério (o seu espectável confronto interno daria um excelente Yes Minister), nos seus diálogos parlamentares com os “políticos profissionais” e com as “cassetes”.

Gostava que conseguisse triunfar. Seria bom para a Educação e Ensino em Portugal e para o que disso depende (e é tanto). Mas estou céptico, pois a força da máquina trituradora de qualidade em que este país se transformou é enorme. Terá ele a força e a habilidade para a contornar? Pode um tred social ser invertido pela acção de um indivíduo? Embora a pergunta possa traduzir um debate ideológico e filosófico antigo, eu espero que sim (inspirado por exemplos que chegam da história... e da teoria social).

1 comentários:

Simão Silva disse...

Também acho válidas as ideias de Nuno Crato. Faço votos que ele consiga fazer as reformas urgentes na educação no respeitante à exigência, qualidade e avaliação. Vamos ver como se dá com uma pessoa que não tem capacidade para negociar, o senhor Mário Nogueira, nomeadamente quando quiser concretizar a avaliação dos Professores.