Aparentemente as "Secretas" investigavam secreta, mas ilegalmente,um jornalista que, secreta e provavelmente ilegalmente, investigava as "secretas".
Nestas denúncias são sempre esgrimidas em palco as "liberdades", os "direitos", a "democracia".
E eu pergunto-me: quantas vezes por dia, por semana, por mês, os jornalistas passam por cima das liberdades de reserva privada; se esquecem dos direitos dos outros e agem de acordo com conceitos muito próprios de liberdade e interesse, mas naturalmente sempre em nome da dita "liberdade de impressa" e do bem comum?
Pessoalmente, penso que o jornalismo em geral tem muito pouco que se queixar quando é vítima precisamente daquilo que também faz e pelos métodos que também utiliza.Ou melhor, que se queixe, mas não faça o papel de virgem ofendida.
E se esse grande poder, que são os media, é um poder importante para a estabelidade dos regimes democráticos, o seu controlo não o é menos. Basta ver um certo 007 para entender isso (se não quisermos atender às notícias "reais" mais recentes sobre concentração e poder dos media e objectivos sectários que podem servir).
Parece que um senhor das secretas fez uma maldade e ordenou umas ilegalidades.
Um poder a tentar perceber o outro, com objectos menos claros.
Lutas entre comadres... leia-se entre poderes poderosos.
As secretas, já sabemos, não são compostas por anjos.
Mas e os media? Alguém poderá, em boa fé, assumir que os media não se comportam frequentemente de forma poluída, servindo interesses privados mascarados de públicos?
Querem fazer apostas sobre qual dos dois sectores tem mais interferência na defesa e condicionamento da democracia?
0094 – The irregularity of ditches.
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The inner ditch of the enclosure in excavation process: 1,5m deep in first
plan survey (back of the dich); 1,3m deep in the next one; 0,8 at the gate.
N...
Há 3 dias


4 comentários:
Apesar da gravidade do caso de que agora se fala e que precisa ser esclarecido concordo em absoluto com a necessidade de rever os métodos dos dois lados. As investigações jornalísticas são, muitas vezes, confundidas com investigações criminais o que é perigoso atendendo a esse tal poder de que falas. De um ou do outro lado os casos devem ser denunciados e não fingir-se que um é culpado e o outro inocente.
A imprensa, porque é essencial e "tem sempre a última palavra", abusa. Os media em geral nem se fala.
Vivemos numa sociedade mediática e muito pouco secreta, e isso diz tudo sobre o peso real dos poderes em confronto.
E se as secretas têm tutelas, os media também (e não me refiro a qualquer conselho de ética ou de controlo público).
Nunca se vai saber nada sobre secretismos. É secreto e o que é secreto é para assim ficar. É um jogo muito sujo para distrair as pessoas enquanto as privatizações e aumentos de impostos, medidas impopulares, ilegais e até criminosas, como a concessão dos dados biométricos dos portugueses aos EUA, vão sendo tomadas. Enquanto lançam uma fumaça espessa, os sem vergonha dos "nossos" governantes vão-nos escravizando. Os media são o 4º poder e o mais poderosos de entre eles. Entretanto assistimos à privatização da RTP e uma guerra aberta entre Balsemão e a Ongoing. Todos querem possuir essa arma...
Quanto à ERC não funciona. A Entidade Reguladora da Comunicação obedece aos donos dos Media, apenas.
Aliás basta seguir este blogue para ficarmos a saber que os Media são óptimos para distrair:
http://amafiaportuguesa.blogspot.com/ Aqui um artigo muito bom sobre os Media:
«Nos EUA, na Alemanha, na França, na Itália os detentores do poder proclamam que a democracia política atingiu um patamar superior nas sociedades desenvolvidas do Ocidente. Mentem. A censura à moda antiga não existe. Mas foi substituída por um tipo de manipulação das consciências eficaz e perverso. Os factos e as notícias são seleccionados, apresentados, valorizados ou desvalorizados, mutilados e distorcidos, de acordo com as conveniências do grande capital. O objectivo é impedir os cidadãos de compreender os acontecimentos de que são testemunhas e o seu significado.
Os jornais e as cadeias de televisão nos EUA, na Europa, no Japão, na América Latina dedicam cada vez mais espaço ao "entretenimento" e menos a grandes problemas e lutas sociais e ao entendimento do movimento da História profunda.
Os temas impostos pelos editores e programadores – agentes mais ou menos conscientes do capital – são concursos alienantes, a violência em múltiplas frentes, a droga, o crime, o sexo, a subliteratura, o quotidiano do jet set, a vida amorosa de príncipes e estrelas, a apologia do sucesso material, as férias em lugares paradisíacos, etc.
Evitar que os cidadãos, formatados pela engrenagem do poder, pensem, é uma tarefa permanente dos media.
As crónicas de cinema, de televisão, a música, a crítica literária reflectem bem a atmosfera apodrecida do tipo de sociedade definida como civilizada e democrática por aqueles que, colocados na cúpula do sistema de poder, se propõem como aspiração suprema a multiplicar o capital.
Em Portugal surgiu como inovação grotesca um clube de pensadores; e os debates na televisão e as mesas redondas e entrevistas com dóceis comentadores, mascarados de "analistas", são insuportáveis pela ignorância, hipocrisia e mediocridade da quase totalidade desses serventuários do capital. Contra-revolucionários como Mário Soares, António Barreto, Medina Carreira, Júdice; formadores de opinião como Marcelo Rebelo de Sousa, um intoxicador de mentes influenciáveis que explica o presente e prevê o futuro como se fora o oráculo de Delfos; jornalistas his master's voice, como Nuno Rogeiro e Teresa de Sousa; colunistas arrogantes que odeiam o povo português e a humanidade, como Vasco Pulido Valente, pontificam nos media imitando bruxos medievais, servindo o sistema em exercícios de verborreia que ofendem a inteligência.
O Primeiro-ministro e o seu lugar-tenente Portas, exibindo posturas napoleónicas, pedem "sacrifícios" e compreensão aos trabalhadores enquanto, submissos, aplicam o projecto do grande capital e cumprem exigências do imperialismo.
Desde o inicio do primeiro governo Sócrates, o que restava da herança revolucionária de Abril foi mais golpeado e destruído do que no quarto de século anterior.
Ao Portugal em crise exige-se o pagamento de uma factura enorme da crise maior em que se afunda o capitalismo.»
http://resistir.info/mur/mur_25ago11.html
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