Sábado, 24 de Dezembro de 2011

0401 - The power of Christmas



No Natal de 1914, o primeiro passado durante a 1ª Guerra Mundial, o insólito (ou talvez não) aconteceu. Os soldados de ambas as trincheiras sairam, aproximaram-se, cumprimentaram-se, partilharam. A ironia deste acontecimento histórico é absolutamente gritante, assim como o seu silenciamento e quase esquecimento. As altas patentes, de ambos os lados, trataram de que a coisa não mais se repetisse. Hoje, o mediatismo piegas, que vomita todos os anos as mesmas banalidades, raramente consegue que o Natal passe de um espectáculo inconsequente.

O Natal é apenas uma espécie de intervalo, como foi o daqueles campos franceses de 1914. Mas há intervalos que podem fazer mudar a segunda parte. Aqueles soldados e oficiais de baixa patente não mudaram, com aquele gesto, o curso dos anos seguintes. Mas estou em crer que se mudaram a eles e que protagonizaram um dos mais belos momentos de Natal. Seria interessante lembrá-lo quando, daqui a três anos, fizer cem.

Até lá, fica um dos poucos momentos em que foi recordado.

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